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Vasco vende 90% da SAF para Lamacchia por mais de R$ 2 bi
Depois de meses de negociações sigilosas, o Vasco da Gama e o investidor Marcos Lamacchia, fundador da Blue Star avançaram em acordo histórico que pode definir 90% da sociedade anônima do clube por valor superior a R$ 2 bilhões. A movimentação, confirmada na semana passada pela diretoria vascaína liderada por Pedrinho, promete reestruturar completamente as finanças do gigante da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Cenário da Negociação em 2026
A operação está prevista para conclusão após aprovação dos conselhos clube, mas já conta com aval informal das partes envolvidas. Segundo fontes ligadas ao grupo 777 Partners – detentor de 31% da SAF desde 2022 –, os acionistas menores aceitarão a proposta sob pressão judicial do processo de recuperação vigente. O valor inclui quitação de dívidas acumuladas e investimentos obrigatórios nas categorias inferiores.
Quem é Marcos Lamacchia?
Filho de José Carlos Lamacchia (proprietário da Crefisa) e marido da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, o novo dono potencial construiu seu império através da Blue Star, empresa fundada em 2011 focada em gestão patrimonial. Sua entrada no futebol brasileiro chega como resposta à instabilidade crônica do Vasco nos últimos quatro anos.
Estrutura do Acordo Detalhada
O pacote prevê:
- Aquisição integral dos ativos da SAF incluindo direitos de imagem
- Assunção de R$ 850 milhões em passivos trabalhistas
- Reforma completa do CT São Januário até dezembro de 2027
- Incorporação de mecanismos fiscais para reduzir custos operacionais
Igualdade Judicial e Pressões Externas
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro acompanha o caso devido ao envolvimento da ICEAP na gestão judicial recente. Advogados do time vascaíno garantem que todas as etapas seguem dentro da Lei Geral do Esporte, especialmente quanto aos limites de endividamento permitidos pelo CBF. "Há cautela necessária com entidades vinculadas ao sistema 777", explicou o assessor jurídico Pedro Tavares em coletiva restrita.
Perspectivas para a Torcida
Sócios do clube associativo demonstram divisão entre apoio cauteloso e receio de mudança de identidade tradicional. A diretoria atual garantiu manutenção do poder de decisão sobre elenco principal até 2030. Especialistas apontam paralelos com crise do Grêmio em 2018, mas ressaltam maior preparo financeiro deste investidor estrangeiro.
Perguntas Frequentes
Quando será fechado o negócio definitivamente?
Previsão aponta para abril de 2026, dependendo de aprovação final da CBF e resolução de pendências judiciais envolvendo a antiga holding 777 Partners.
Há garantia de investimentos na base?
O contrato exige alocação mínima de R$ 180 milhões anuais para categorias de formação durante cinco exercícios financeiros consecutivos.
O que acontece com a dívida do clube?
Lamacchia assume 70% das obrigações imediatas, enquanto 30% ficam vinculados ao fundo setorial administrado pelo Banco Central.
Torcedores têm direito de voto na operação?
Não diretamente, mas o estatuto permite convocação extraordinária de assembleia se atingir quórum mínimo estabelecido em artigo 18.
Qual impacto na estrutura societária atual?
Novo regime manterá 10% ao clube associativo com direito preferencial em futuras alienações de controle acionário.